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Dr. Zé Geraldo

11 de julho de 2016
PREVENÇÃO DAS MENINGITES MENINGOCÓCICAS

Meningites são infecções do sistema nervoso central que dependendo da causa podem ameaçar a vida ou resultarem em sequelas. São causadas por vários agentes, sendo mais comumente causadas por vírus ou bactérias. Essas últimas são, em geral, as de maior gravidade.

 

A Neisseria meningitidis (também conhecida como meningococo) é a bactéria responsável pelo maior número de casos de meningites bacterianas no Brasil, atualmente. Essa bactéria possui vários sorogrupos causadores de doença (A, B, C, W, Y e X) e a imunidade é específica para cada sorogrupo. Isso quer dizer que a proteção contra o sorogrupo C, por exemplo, não resulta em proteção contra o sorogrupo B. As vacinas mais antigas contra os meningococos, chamadas polissacarídicas, tinham características que não justificavam seu uso rotineiro, sendo utilizadas quando da ocorrência de epidemias.

Com o desenvolvimento das chamadas vacinas conjugadas passaram a fazer parte de calendários de vacinação, visando também a proteção individual. A técnica de conjugação tornou essas vacinas eficazes e seguras inclusive no primeiro ano de vida. No Calendário do programa Nacional de Imunizações é recomendada a vacina conjugada contra o meningococo do sorogrupo C, restrita às crianças menores de dois anos de idade e pacientes portadores de algumas doenças, nos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais.

 

Em Minas Gerais, atualmente, predominam os sorogrupos B e W nos menores de sete anos de idade e o sorogrupo C acima dessa idade. Portanto, as crianças não podem deixar de serem protegidas contra o sorogrupo C, já que ele permanece entre nós. No Brasil ocorrem casos pelos sorogrupos C, W e B em todas as idades.

 

Já o Calendário de Vacinação recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, recomenda a aplicação das vacinas meningocócicas ACWY e B, já a partir dos três meses de idade. Os esquemas sugeridos podem ser conferidos abaixo.

 

A proteção dessas vacinas é superior a 90% e a duração da imunidade ainda não está bem definida. A eficácia das vacinas depende da aplicação de todas as doses recomendadas.

 

O local da aplicação das vacinas pode apresentar-se com vermelhidão, calor e inchaço, resultando em dor. Na maioria das vezes esse quadro resolve-se completamente após 72 horas da aplicação. Febre também é um evento adverso encontrado. Como essas vacinas são inativadas (mortas), apresentam poucas contraindicações, restritas, em geral, a pacientes que apresentaram reações de hipersensibilidade graves à uma dose anterior.

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José Geraldo Leite Ribeiro – CRMMG 13231

Diretor Científico – Imunológica Vacinas